5 erros comuns em calibração que aumentam custos, riscos e paradas — e como evitá-los
- Fábio Campelo
- 16 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

A calibração é um dos pilares da confiabilidade operacional. Porém, muitos problemas metrológicos não aparecem de imediato — eles se acumulam, silenciosamente, até se transformarem em desvios, retrabalhos, perdas operacionais ou não conformidades em auditorias.
A boa notícia é que os erros mais frequentes em calibração são totalmente evitáveis quando existe gestão técnica adequada.
A seguir, veja os 5 erros comuns em calibração que mais prejudicam empresas em auditorias e no dia a dia — e como evitá-los antes que se tornem prejuízo.
1. Não analisar o impacto do desvio metrológico
Esse é o erro mais comum de todos.
Muitas empresas:
recebem o certificado,
conferem se “passou” ou “reprovou”,
e arquivam o documento.
Mas isso é apenas parte do processo.
A pergunta essencial é:
O desvio encontrado afetou o produto, o processo ou a tomada de decisão?
Ignorar essa análise pode gerar:
uso inadvertido de instrumentos fora de tolerância,
erros em processos críticos,
riscos à segurança,
falhas de rastreabilidade,
não conformidades significativas.
Auditores valorizam cada vez mais a avaliação do impacto metrológico, não apenas a leitura do certificado.
2. Realizar calibrações apenas quando a data vence
A prática mais comum — e mais arriscada — é definir intervalos de calibração pela data impressa no certificado.
O intervalo correto deveria considerar:
criticidade do instrumento,
frequência e intensidade de uso,
estabilidade histórica,
ambiente de operação,
sensibilidade do processo.
Instrumentos críticos usados com alta frequência podem exigir intervalos mais curtos. Fechar os olhos para isso aumenta o risco de operar por meses com equipamentos fora de especificação.
3. Utilizar tolerâncias inadequadas ou sem base técnica
Outro erro frequente é adotar:
tolerâncias genéricas,
limites retirados de normas antigas,
critérios que não refletem a realidade do processo,
limites diferentes para instrumentos da mesma aplicação,
critérios sem justificativa técnica.
Tolerâncias mal definidas geram:
decisões equivocadas,
análises de conformidade inconsistentes,
riscos de auditoria,
rejeição ou aceitação indevida de lotes.
A definição de limites deve sempre ser técnica, coerente e documentada.
4. Desconsiderar o histórico e a deriva do instrumento
Registrar o resultado da calibração sem acompanhar sua evolução é um erro crítico.
É importante analisar:
estabilidade ao longo do tempo,
tendência de deriva,
pontos que se repetem fora de tolerância,
comportamento em uso real.
Um instrumento que mantém estabilidade pode ter intervalos maiores. Já instrumentos instáveis devem ter intervalos reduzidos — ou substituição.
Ignorar o histórico gera decisões fracas e aumenta custos.
5. Não integrar os resultados da calibração à rotina operacional
Mesmo quando a calibração é bem executada, muitas empresas falham no passo final: usar a informação.
Resultados metrológicos úteis acabam:
arquivados sem análise,
desconectados do processo,
sem integração ao controle de qualidade,
sem alimentar indicadores,
sem gerar ações de melhoria.
Isso gera:
repetição dos mesmos erros,
decisões sem base técnica,
perda de rastreabilidade,
auditorias mais longas e complexas.
A calibração só gera valor quando os resultados orientam a operação.
Conclusão
A maior parte dos problemas de calibração não nasce de falhas complexas, mas de erros simples, repetitivos e ignorados ao longo do tempo. Corrigir esses pontos:
reduz custos,
aumenta a segurança do processo,
fortalece a rastreabilidade,
melhora a tomada de decisão,
torna auditorias mais rápidas e tranquilas.
Quando a calibração é tratada como parte estratégica da operação — e não apenas uma exigência documental — a empresa ganha desempenho, confiabilidade e previsibilidade.
Elimine erros metrológicos antes que eles virem prejuízo. Fale com a DANMETRO e garanta calibrações confiáveis, seguras e alinhadas às melhores práticas.




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